Alô Amigo!

Neste domingo esta coluna esportiva representará todos os são-paulinos como diria o outro, o tricolor raiz, aquele que viu nascer um time tricampeão mundial e da Libertadores da América, o time que conquistou seis títulos nacionais, sendo três consecutivos e que um dia teve a melhor administração de um clube no futebol brasileiro, sendo o mais querido de todos, indiferente da crise que rondava os demais clubes do país.

Os anos passaram e o jejum de títulos reina o time dono do Morumbi, que um dia foi o segundo estádio particular de melhor estrutura do país pentacampeão no futebol e, visto que até mesmo este, neste quesito, se igualou a qualidade que oferece dentro dos gramados, ficando obsoleto e com a credibilidade desgastada em comparação as equipes rivais, principalmente Corinthians e Palmeiras, que criaram as suas arenas.

Amigo torcedor, eu realmente sinto o mesmo que você, vergonha do que estão fazendo com o maior tricolor do planeta.

Como era lindo escalar o time como cantarolar uma melodia, sem pensar nas peças de reposição e acordar no dia seguinte e ler os jornais exaltando o feito da noite anterior, sem nenhuma preocupação de que o placar fosse diferente da vitória ou até mesmo empate, quando pudesse jogar por esse resultado.

O mundo se modernizou e comparando com a tecnologia moderna, o clube permaneceu como se fosse um PC (Personal Computer) com o processador 486, pois é assim que vejo o presidente Leco, simplesmente alguém que não atualizou o software e pensa que os seus comandos terão o mesmo desempenho da década passada.

Engana-se aquele, torcedor otimista, esperançoso de que o ídolo Raí seja a solução dos problemas, pois nem sempre um ex-atleta possui a aptidão para a uma função de gestão, mesmo porque ele não agregou se quer qualquer novidade, eu o defino como o sistema operacional Windows 3.1, quando era instalado pelo disquete e sempre manipulado pelo líder, neste caso o mandatário do Morumbi.

A analogia que trago os mais novos talvez não sabem o que significa, mas é o que nós, tradicionais, sentimos por vocês em não verem o time expondo seu distintivo nos grandes portais da internet e o que falar dos grupos de Whatsapp, que nunca recebeu em tempo real do São Paulo campeão de qualquer competição. Os jovens de 15 anos não lembram a última vez que as três cores dominavam os horários nobres do futebol com talento, garra e o principal o temor de quem ao enfrentava.

E nas quartas de final do Paulistão de 2019, veremos o jogo dos dois piores times do G8, que na matemática não estariam classificados. Por isso, eu afirmo com tristeza, se conquistar a classificação não passará de obrigação e se perder manterá a regularidade negativa que os péssimos gestores propiciam para quem ama, na alma, o São Paulo Futebol Clube.

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial