Alô Amigo! E o assunto que mais uma vez ficou em pauta, nesta semana, demonstrando o descontentamento de muitos e consequentemente por causa de poucos esses muitos podem ser prejudicados. Não preciso completar a frase ou explanar à você, amigo leitor, que o tema é o câncer do futebol, as torcidas organizadas.

O que passa na cabeça destas pessoas que vão para o estádio com apenas um objetivo, que é brigar e brigar, com os adversários e entre si? O que eu não entendo, se são tão organizados, porque não aprendem a respeitar os limites e as regras impostas pelos órgãos responsáveis pelo campeonato brasileiro.

A população não aguenta mais tanta desordem nos estádios, fato que eu concluo que não HÁ amor pelo clube e sim apenas pela bandeira da facção que defendem.

Se o intuito inicial era se organizar para comemorar as conquistas do clube do coração, os torcedores que pertencem a essas agremiações não se organizam para tal ação e, sim para articular a forma mais fácil de encurralar o rival para poder se vingar de algo que não existe entre eles, no que de inicio seria apenas o lado esportivo, a questão passou para o lado social, que é de exterminar aquele que não é adepto ao seu pensamento.

Dá a impressão que o ser-humano perdeu o prazer do que é bom, que os princípios não devem ser seguidos e, simplesmente, pode tudo e que o próximo cuide do próprio umbigo.

Ao ver as cenas do jogo do Morumbi, quando São Paulo e Corinthians empataram sem gol, dá vontade de abandonar a carreira de jornalista esportivo e iniciar uma outra profissão, pois é de enojar a forma de que eles se conflitam e enfrentam a força publica, que é a policia militar. Aliás, o despreparo é tão grande que a policia militar que estava para dar segurança aos inocentes e evitar qualquer tumulto, não consegue discernir quem é bom ou ruim no momento do embate. Digo isso, que os policiais vão pra cima de olhos fechados e os cassetetes nas mãos girando-os para todas as direções possíveis e aquele que ficar na frente vai ganhar uma marca inesquecível no corpo.

É inacreditável os órgãos de segurança publica não saberem quem são os arruaceiros que tanto espantam as pessoas de bem dos estádios, é inadmissível saber que não podemos levar os filhos ver um simples jogo de futebol, pois não sabemos se voltaremos vivos ou ilesos. Eu mesmo tenho receio de agradar os meus filhos com passeios aos estádios no Brasil, e digo isso, até em jogo de uma torcida apenas.

Os limites terminaram, o basta já foi dito a muito tempo, mas ninguém vai fazer nada, porque sempre vai ter um jurista permitindo a circulação deste tipo de elementos ter a liberdade de voltar as arquibancadas, sem nenhuma tolerância. Volto a afirmar que ninguém vai fazer nada, porque há interesses particulares dos políticos do nosso país, pois se punem milhares deles, são milhares de votos a menos para aquele que lutou para, finalmente, ajudar a população de bem. Ah, a população do bem neste caso é a minoria (150 milhões de pessoas).

É triste escrever textos com esse teor, mas o Brasil tem que acordar para a realidade do mundo moderno. Não há mais espaço para esse tipo de atitudes nos países desenvolvidos, temos que enfocar em um só objetivo, antes da Copa do Mundo, extinguir aqueles torcedores que não agregam a nada , somente destroem a belíssima imagem do nosso futebol no mundo.

 

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