Alo Amigo!

Desde a divulgação do calendario do futebol brasileiro para o ano de 2014, ano atípico decorrente a Copa do Mundo, no qual o período de férias seria inferior a 30 dias para que todas as datas sejam cumpridas e honradas perante a emissora que detém os direitos de transmissão dos torneios regionais e nacional.

Parece que o cenário do futebol esta mudando e os atletas não querem concordar com algumas imposições que os dirigentes, do esporte mais popular do planeta, querem fazer para o tão sonhado calendario do futebol brasileiro ideal.

Vendo que teriam 35 dias para a pré-temporada e o descanso pós Campeonato Brasileiro 2013, os 75 atletas comandados pelo zagueiro do Corinthians, Paulo André, se reuniram e por intermédio de um manifesto como forma de reivindicar melhores condições para que não sofram durante toda a temporada seguinte.

Os jogadores defendem cinco tópicos fundamentais para que a profissionalização seja atendida e que possam usufruir de alguns benefícios, são eles: diminuição do número de datas no calendário; definição de um número máximo de partidas a serem realizadas por mês; período de férias; estabelecimento de um tempo mínimo de pré-temporada; e criação do “fair-play financeiro”, como já existe na Europa.

O calendario do futebol brasileiro é um tema muito discutido a muito tempo e, os próprios dirigentes caem em contradição quando solicitam igualdade aos campeonatos europeus, para poderem realizar amistosos internacionais. Recentemente estive com o ex-presidente do Santos, Luiz Álvaro Oliveira Ribeiro, que me confidenciou que um plano seria entregue a CBF. Todavia com sua enfermidade o projeto foi abortado e nada foi feito.

Neste ano de 2013, São Paulo, Santos e o Internacional foram prejudicados pelas alterações feitas nos jogos deles. Teve casos dos clubes jogarem nas terças e quintas-feiras. O desgaste apresentado por alguns atletas resultaram, nos segundos jogos correspondentes, derrotas que vão surtir efeito um pouco mais adiante na competição nacional.

A meu ver, Amigo torcedor, já se foi o tempo para que todos sentem e equalizem o lado financeiro para os clubes e para a emissora, além de avaliarem o lado físico e principalmente, o lado pessoal de cada atleta.

Na era em que as empresas querem oferecer mais qualidade de vida, os clubes vão na contramão e não permitem ouvir sugestões pertinentes e eficazes para o próprio desempenho alheio.

Sabemos que muitos clubes se prendem com os recursos da TV, mas os dirigentes já pararam para pensar que com um calendario do futebol brasileiro adequado, os resultados serão melhores e os principais atletas ficarão na ativa por mais tempo.

É o que eu sempre falo, nesta coluna, falta diálogo entre as partes. Ninguém quer se entender e todos só visam o próprio objetivo e não há o real entendimento dos fatos.

 

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