Alô Amigo!

Neste domingo teremos o clássico mais importante para Corinthians e São Paulo do ano de 2019, pois as duas equipes vivem momentos idênticos nos dias atuais e não há como negar que uma vitória para qualquer lado faz o arquirrival entrar no buraco e gerar o descontentamento de seu exigente torcedor.

A semana foi marcada pelos jogos nos torneios sul-americanos, como a Libertadores e a Copa Sul-Americana, que por sinal os tricolores querem esquecer do fiasco vexatório que passaram em dois jogos com o modesto Tallares, da Argentina. No caso do Timão, o empate suado perante o Racing mostrou a fragilidade em vários setores dentro de campo.

Não podemos negar que os dois clubes contrataram atletas de nomes e com experiências internacionais, mas o que se percebe é a falta de entrega e identificação do elenco com o que é proposto pelo treinador correspondente.

No São Paulo, a diretoria perdeu a mão e, saudosamente, recordo do folclórico Juvenal Juvêncio que mesmo diante do jeito imediatista mostrou muitas vezes sapiência e acertos inesperados que mudavam a rota de qualquer crise imposta pelos maus resultados.

O erro de gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, do diretor Raí, ídolo da torcida e, até mesmo, do inexperiente André Jardine, resultou na maior eliminação que o clube sofreu em um torneio internacional, em não conseguir passar na preleção necessária para disputar a competição mais desejada pelos tricolores.

Deixo claro que o erro é geral, mas o maior culpado deste tropeço é o ex-treinador André Jardine, que fez com que o time perdesse muito investimento, ao não mostrar para a diretoria que não era capaz de montar o time ideal e disputar a Libertadores. Não há como ver um time de jogadores de qualidade evitar o chute ao gol, como fizeram nas duas partidas. Como mérito, ganhou um cargo de diretor e os diretores contrataram o Cuca, com problemas cardiológicos.

No Timão, a questão é outra, mas o momento é o mesmo, pois o retorno de Fábio Carile, não foi em boa hora, principalmente porque o time não entra no perfil que ele gosta de jogar e não consegue alcançar os resultados esperados, por falta de criação e ao mesmo tempo, falhas constantes na marcação dos defensores. Todavia, entendo que é o início de trabalho, mas já passou o tempo de mostrar a qualidade individual de atletas como Vagner Love, Jadson e o próprio Sornoza. O que vejo é apenas o Gustagol que aprendeu a marcar gol e honrar o seu apelido que no começo de carreira pesou demais para ele.

Avaliando o que podemos esperar de um clássico tão importante para o Estado de São Paulo é um resultado apertado, mas de muita reclamação e pouco futebol de qualidade, mostrando o que temos em muitos setores do país – a verdade crise majestosa.

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelho

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