Alo Amigo! A semana foi de mudanças no Palmeiras e no Santos devido as decisões das diretorias em demitirem os respectivos treinadores Ricardo Gareca e Oswaldo Oliveira.

Não muito diferente do que já estamos acostumados, os clubes não conseguem planejar corretamente e fazem vistas grossas quando se trata de comando de equipes.

Sabemos que, na atualidade, não existem profissionais qualificados para a nova realidade do futebol mundial. Os treinadores brasileiros estão obsoletos se compararmos com os estrangeiros, mas falo de estrangeiros de grandes centros de pratica futebolística e não de país com as mesmas limitações que temos nos dias de hoje.

O Verdão que fez essa mudança pensando em uma novidade milagrosa para todos os problemas que cercam o clube, que chegou ao seu centenário, sem perspectiva alguma para um futuro de glórias como foram no passado de sua tradicional academia.

Paulo Nobre, grande empresário, não esta sabendo administrar o clube e por muitas vezes devido ao amor alviverde, investe do próprio bolso para apoiar em negociações frustrantes e sem efetividade.

O Palmeiras não é limitado, mas esta sem estrutura de clube, sem força de reação, sem conjunto dos pares, ou seja, o conjunto que qualquer gestão precisa, entendimento entre as áreas em pról do mesmo objetivo, que seria a conquista de títulos. Os objetivos dos últimos anos, do Verdão, foram apenas se manter em evidência, no mais popular ditado do futebol, na primeira divisão. Esta difícil e os torcedores, que estão pacientemente apoiando, acostumaram-se com a rotina desastrosa dos elencos das ultimas três temporadas.

Já no Santos, os últimos presidentes foram o mais atrapalhados possíveis. Como a Seleção Brasileira, apenas uma dependência – Neymar. Mas a era do menino de ouro passou e o clube também, voltou a ser o clube sem esperança da década de 1990, quando apenas entrava para disputar sem a expectativa de levantar o caneco, ao término das competições. Mudaram os planos quando, por sorte, os meninos da vila surgiam, mas como em qualquer clube brasileiro, os empresários pressionavam para que os jovens craques fossem negociados para lucrarem com as revelações.

É triste vermos dois clubes se extinguirem por pessoas que não conseguem administrar grandes histórias e tradicionais camisas. Defendo à anos a profissionalização dos clubes com administradores especializados no futebol e gestão de marketing focados ao esporte e não apenas para satisfazerem o próprio ego ou até mesmo agradar a minoria, deixando de lado os princípios e os verdadeiros valores que os clubes conquistaram ao longo da fundação.

O reflexo é muito grande, pois não vemos a luz no final do túnel decorrente ao amadorismo que reina na monarquia clubista do nosso país. Mas fica a duvida, será que eles estão preparados para a mudança? Logicamente NÃO! Então, que seja feito como em 1822, os clubes anunciarem Independência ou morte!

Bom domingo!