Alo Amigo! Que semana de muito futebol com direito a duas vitórias da seleção brasileira e eliminações na Copa do Brasil de clubes importantes para o futebol nacional e principalmente, para o futebol do nosso Estado.

Foi uma semana muito complicada para o Corinthians que viu a sua grande oportunidade de chegar a Copa Libertadores da América, pelo caminho mais curto, como diz o outro, naufragar. O clube paulista não conseguiu segurar a força do Atlético-MG, que mostrou que possui um elenco qualificadíssimo para chegar a decisão da segunda competição mais importante do nosso país.

O Timão começou vencendo, por 1 a 0, mas diferente do técnico Mano Menezes, o treinador do Galo, obrigou a diretoria em bancar o retorno do atacante Diego Tardelli para que tornasse uma das peças fundamentais na goleada sofrida pelo o time mosqueteiro. Atlético classificado e enfrenta o Flamengo, nas semifinais, talvez com mais facilidade do que teve diante do ultimo adversário.

Outro mineiro que brilha e quem ninguém para é o Cruzeiro, que além de líder do Campeonato Brasileiro, esta classificado para as semifinais da Copa do Brasil e enfrentará o Santos que afundou o Botafogo. Alías, com todo respeito a história do Fogão, esta na hora da diretoria pensar com o tamanho das glórias do time dos mágicos Garrincha e Zagallo.

O meu receio é que o time carioca chegue ao mesmo destino da Portuguesa, que desaponta o seu torcedor com fracassos e mais fracassos.

Muitas vezes eu já afirmara, aqui na minha coluna, que o futebol precisa de profissionais do ramo e não amadores ou ex-atletas que pensam que entendem de administração de um clube. Não há mais espaço para o amadorismo ou o fanatismo, se não possuir conhecimento e cultura. Ah, serve para política também, pois deveríamos ver os aventureiros que ficam no comando destruindo sonhos e frustrando as pessoas com outros olhos e reprimi-los com votos, sem benefícios alheios.

Para mim os exemplos de boas administrações são Cruzeiro, Atlético-MG e Internacional, que se mostram modernos e com pensamentos a longo prazo e não projetos audaciosos com tempo de vida curto e ineficaz para um futuro promissor.

Sempre queremos vencer, mas a derrota nos serve para avaliarmos as falhas e corrigimos vícios ou mudarmos hábitos que não são mais adequados para o mundo contemporâneo.

O futebol é milionário, mas não evolui como outros setores corporativos. Em minha opinião se somos considerados terceiro mundo nos demais setores, imagine no quesito administração do futebol? Estamos longe! Devemos ser subdesenvolvidos, o que é lamentável para os dias atuais.

Mas não desanime com a situação e sim, tenha em mente que podemos ser felizes com a bola na rede, pois é a única forma de nos diferenciarmos de alguns países. Veja que eu disse alguns países, pois somos inferiores a muitos outros.