Alo Amigo!

Creio que muito dizemos que é tradicional no futebol brasileiro os clubes não demonstrarem o desempenho esperado e logo o culpado, de todo o processo apresentado, até um determinado momento, é o treinador. Mas cabe uma pergunta – Até onde os clubes perceberão que sem um trabalho planejado, por todos os envolvidos, não haverá êxito?

Muito se comenta e se critica o técnico Vanderlei Luxemburgo, quando ele afirma em suas declarações que o projeto não esta da forma adequada. Todavia, os mesmos que o criticam por sua metodologia de trabalho são os mesmos que criticam quando um profissional é demitido sem ao menos mostrar pra que veio, ou seja, sem poder implantar sua filosofia de trabalho perante aos seus subordinados, neste caso os atletas.

Eu sou muito adepto em manter os treinadores por um grande período para poder observar se aquele profissional conseguiu cumprir as metas estipuladas pelo contratante (clubes). Mas parece que os clubes, do nosso país, não aprenderam que derrotas e tropeços fazem parte do projeto e esses pontos devem ser calculados em todo o processo daquele determinado objetivo.

Como gestor de projetos que exerço a quase uma década e meia sei muito bem como é difícil manter o rendimento sempre em grande performance e qualidade. Nem sempre temos os recursos necessários e o tempo é escasso e ineficaz.

Quando falamos de recursos, envolve tanto o lado material quanto o pessoal. Para um treinador não é diferente, todo o planejamento do projeto de um clube tem que ter os requisitos bem estruturados e definidos para que seja passado aos pares que os executarão. Ao terminar o levantamento de todos os requisitos, devem se levantar o material e definir a equipe que estará a frente dessa execução e, aí que aparecem as condicionais de acertos e erros.

Com essas condicionais bem administradas o acompanhamento é bem mais fácil para ser feito, permitindo que o todo seja monitorado e o conjunto de pessoas saiba do andamento sem nenhum questionamento.

Quanta teoria para mostrar que os métodos utilizados pelo Manchester United, por décadas, foram perfeitos para as conquistas e vitórias do clube, quando da administração dentro de campo, do Sir Alexander Chapman Ferguson. A paciência e o voto de confiança sempre prevaleceram por parte dos dirigentes ingleses, além deste profissional solicitar e contar com o investimento ao ter os jogadores para exercer o que estava programado para aquela etapa do projeto.

Volto a repetir, aqui na coluna Dá-lhe Dá-lhe no GOL, os clubes estão se profissionalizando e não conseguem perceber que muitas vezes a razão tem que falar mais que a emoção. O torcedor pode cobrar, mas também tem que entender que todo projeto esta propicio a falhas e que os ajustes virão com o surgimento dessas falhas.

Então, torcedores e presidentes vamos nos atentar que tudo mudou e que não se pode mais jogar dinheiro pelo ralo com demissões precoces de técnicos e comissões técnicas sem concluir o ciclo pré-estabelecido.

Digo isso porque, neste domingo, a torcida não deixará em paz o técnico do Corinthians, Tite, na partida contra o Cruzeiro. As cobranças serão muito fortes e isso pode manchar a belíssima passagem deste comandante a frente do time alvinegro.

Antes de qualquer decisão, a reflexão é a melhor solução dos problemas.

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