Alô Amigo!  

Nesta semana mais uma vez o futebol sul-americano mostrou que realmente esta longe de se tornar de primeiro mundo. As cenas de violência, do jogo Huachipato-CHI e Grêmio, pela Copa Libertadores da América, demonstram que voltamos aos tempos dos homens das cavernas e para se conseguir algo deve-se espancar o oponente para mostrar superioridade e garantir a posse da presa, neste caso, a classificação em uma competição esportiva. O técnico gremista, Vanderley Luxemburgo, teve que se esquivar para não ser espancado pelos atletas e comissão técnica chilenos.

Os atos antidesportivos, no nosso continente, estão passando do limite, pois recordando o histórico recente, São Paulo e Tigres mostraram, na decisão da Copa Sul-Americana, o maior desrespeito para o público que investiu caro para ver um grande e, foi prejudicado pela falta de ética profissional dos “artistas” ou devo chamar de gladiadores os atletas valentões? O descaso foi tanto que os argentinos sequer voltaram para completar o jogo, menosprezando o título dos brasileiros. Resultado: multa financeira para “nuestros hermanos” e perda de mando para o Tricolor. Os juízes do tribunal da Conmebol foram benevolentes com os dois clubes.

Outro jogo que teve agressão, entre jogadores, foi Atlético-MG e Arsenal-ARG. Mais uma vez envolvendo argentinos e brasileiros e, quem trabalhou muito, neste episódio, foi a polícia mineira que encurralou nossos vizinhos, que atiravam cadeiras e objetos em direção dos policiais.

Fica claro, com todos esses fatos negativos, que a Conmebol não esta disposta a mudar esse cenário horrível que temos a cada ano. Parece que os dirigentes pensam iguais aos diretores desses realities shows ou mesmo programas televisivos que quanto mais promovem pancadaria mais agrada o espectador.

Aqui cabe uma frase popular “violência gera violência” e, com essas atitudes a tendência é que nos estádios vão, apenas, torcedores com esse perfil ao ambiente hostil que é oferecido pela confederação organizadora.

Se sou o patrocinador do torneio ou, a emissora detentora dos direitos de transmissão, estipulo regras e punições caso ocorra alguma confusão nas partidas em que a minha marca estiver exposta.

E mais uma vez escrevo – a essência do prazer de torcer esta se extinguindo a cada partida que vejo ou acompanho.

Temos que dar um basta em tudo isso, o ser-humano precisa ter mais limites e saber respeitar o espaço do outro. A vida é para ser apreciada e o futebol é para satisfazer com a alegria e não com a violência.

A coluna Dá-lhe Dá-lhe no GOL, desta semana, vai em homenagem as vítimas do atentado na maratona de Boston-EUA. Por eu ser um meia-maratonista e adorar corrida de rua repudiei a ação desses criminosos.

Sidney Botelho escreve diariamente no twitter @dalhedalhenogol e é patrocinado pela www.astechservices.com.br.

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