Alô Amigo! A displicência para uma cobrança de pênalti decisiva e aparentemente, para alguns, o pouco caso para o momento, o atacante Alexandre Pato sentiu a fúria da torcida do Corinthians nesta semana.

Considerado o jogador mais caro do futebol nacional, Alexandre Pato, chegou em Janeiro de 2013 e estreou contra o Oeste-SP no Paulistão, marcando gol e mostrando que tem estrela diferenciada, principalmente para a estreia, diante do rigoroso e exigente torcedor corinthiano. De lá pra cá, foram 50 jogos e 16 gols com o manto alvinegro, porém essa marca não foi lembrada quando o goleador perdeu o pênalti mais importante do ano para o Timão, que reacenderia a esperança de dar um passo na Copa do Brasil e seguir rumo a Copa Libertadores da América, em 2014.

Cabe agora a reflexão, por que um jogador no momento decisivo quer inventar? Sabendo que é o ultimo e, com a responsabilidade nas costas, por que não arrisca e bata na bola como um brucutu? É meu Amigo leitor, somente o artilheiro pode explicar o que quis fazer naquele momento. Diferente dos fatos, não foi o Dida que pegou o pênalti e sim, foi o Pato que perdeu.

Outro caso parecido foi do atacante Maicosuel, da Udinese-ITA, que foi “tentar” cavar o pênalti diante do Braga-POR e fez com que o time italiano deixasse de se classificar para a Liga dos Campeões deste ano.

Estamos falando apenas das competições que os clubes deixaram de disputar, mas uma cobrança de pênalti com irresponsabilidade gera prejuízos não somente emocionais e naturalmente financeiras. A Udinese eixou de faturar 7,2 milhões de euros (R$ 18,4 milhões) por não ter se classificado. O prejuízo fica muito maior quando somadas as quantias que poderiam ser ganhas com bilheteria, patrocinadores e TV. O mesmo acontecerá com o Corinthians que não faturará os aproximados R$ 20 milhões no próximo ano, e o meu cálculo é básico e não o completo.

A palavra mais correta para a atitude do Pato é irresponsabilidade e talvez descaso para o seu ato. Agora cabe vir a público e pedir desculpas pela falha, pois errar é humano e não admiti-lo é a perfeita burrice.

Conhecendo a torcida do Corinthians, até mesmo pela forma de tratamento que o Sheik teve após dar um selinho em um amigo, o ex-jogador do Milan-ITA não terá vida fácil no Parque São Jorge. A torcida “organizada” invadiu o ônibus do clube, na volta de Porto Alegre, mas não o encontrou. Primeiro que atitudes assim não devem ocorrer, todavia no futebol brasileiro os clubes permitem que quem não paga os salários intervenha na relação empresa-funcionário.

E para resumir a nossa realidade do Alexandre Pato no Corinthians e homenageando o poeta Vinicius de Moraes, encerro a coluna Dá-lhe Dá-lhe no GOL com refrão da musica que leva o mesmo nome – “Lá vem o Pato, Pata aqui, pata acolá… Lá vem o Pato, Para ver o que é que há…”

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