Treinador no Brasil é peça descartável!


Alô Amigo!

A semana foi marcada pela demissão do técnico Abel Braga no comando do Flamengo, após um período tumultuado de desentendimento e descrédito junto a diretoria e o torcedor rubro-negro.

A crise aumentou com declarações do próprio treinador contra o clube e o presidente Rodolfo Landim.

Em todos os momentos, sempre vemos os técnicos sendo demitidos e ficando calados diante de muito que os inteligentes dirigentes fazem e desfazem ao longo do processo de gestão. Quando o treinador se demite, gera uma movimentação da imprensa em relação ao tema, pois naturalmente as coisas são ao contrário e diante de tudo, polêmicas são inseridas de maneira que tornam o cotidiano mais atrativo.

O que não podemos é apenas criticar um dos lados, pois quando entendermos os pontos de vistas veremos que tudo é referente ao planejamento da empresa ou do clube, em questão.

A acusação de Abel é o tema de traição e de resposta ao mandatário que não escalaria o time que ele desejasse e também, a procura do técnico português Jorge Jesus para assumir a sua posição a frente do time.

Não entendo, neste quesito, que o ex-treinador é o problema do milionário Flamengo, pois é muito fundamental enxergar que o time superou os seus adversários locais no Campeonato Estadual, conquistando o título, além do mais, segue firme na Copa do Brasil, podemos eliminar o Corinthians, com uma certa vantagem obtida no primeiro jogo.

Quando o presidente interfere no banco de reservas, algo diferente esta ocorrendo e tudo deve ser avaliado, pois onde a fogo há faíscas que podem causar um incêndio destruidor.

É muito interessante reforçar que nem todos os treinadores tem a liberdade de bater de frente com diretores de um clube com o renome do Mengão e, Abel Braga mostrou que os técnicos precisam encarar com mais segurança cobranças e interferências, se possuem o propósito e a meta a serem alcançados.

Quando vejo o Flamengo de forma desestruturada, mesmo com o dinheiro e os atletas que possui, entendo que não adianta você ter as suas convicções e percepções sobre o futebol, o treinador tem que estar além da necessidade alheia e atingir o inesperado, extraindo o que não se existe, acreditando que aquele resultado, sendo empate, derrota ou vitória, serão interpretados de acordo com o nível de satisfação do dirigente clubista, que não administra para a agremiação, mas para o seu bem-estar ou seu interesse, que não é muitas vezes o correto para a massa e se joga para a torcida, gerando custos desnecessários, perdendo receita ou aumento as despesas gerais com as multas contratuais de acordos equivocados no passado.

Esta na hora que encontrarmos uma saída para que isso mude, mas a raiz esta dentro das pessoas e levará milênio de anos para que todos entendam que não somos apenas um no futebol.

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial