ADRIANA ARAUJO COM SIDNEY BOTELHO

Alo Amigo! Na ultima segunda-feira, dia 22 de Março, recebi na Arquibancada Gospel Olímpica, na Rede Gospel de TV, a boxeadora Adriana Araujo, medalhista em Londres.

Conheça a história dessa grande atleta.

ADRIANA ARAÚJO

NASCIMENTO: 04 de novembro de 1981 (33 anos)

NATURALIDADE: Salvador – BA

MODALIDADE: Atleta – Boxe – Categoria peso-leve, até 60 kg

INSTITUIÇÃO: Confederação Brasileira de Boxe

  • Bronze – Jogos Olímpicos de Londres
  • 2ª colocada no Torneio Pré-Olímpico da China – 2012
  • Ouro nos Jogos Sul-americanos Medellín 2010
  • Heptacampeã brasileira
  • Pentacampeã do Campeonato Pan-americano (05/07/08/09/10)

Adriana começou no esporte, no futebol. Após ficar um tempo sem praticar, entrou no boxe, pensando em sua estética. Recebeu um convite de Aline Magalhães para fazer uma aula e acabou gostando do boxe.

Após pouco mais de um mês, Rangel Almeida, seu treinador, perguntou se ela queria lutar. Começou a viver do esporte a partir de 2002, quando realizou a primeira luta fora de seu estado, em Recife, contra Simone Duarte, uma das referências do boxe feminino e com uma luta extraordinária, viu ali, que poderia realizar um sonho de ouvir o hino de seu país, em um pódio. Ela só não sabia em qual esporte seria e desde esse dia, sabia.

Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, participando da categoria leve (até 60 kg), Adriana venceu a primeira luta contra a cazaque Saida Khassenova por 16 a 14, passando às quartas de final. Foi a primeira brasileira a vencer uma luta de boxe feminino em Olimpíadas. Nas quartas de final, venceu a marroquina Mahjouba Oubtil por 16 a 12, garantindo uma medalha e tornando-se o segundo brasileiro — o primeiro foi Servílio de Oliveira — e a primeira mulher a obter medalha olímpica no boxe.

O bronze conquistado por ela foi a centésima medalha brasileira em Olimpíadas.

Adriana ficou fora da equipe principal desde abril de 2013, por conta de divergências com a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), o retorno de Adriana à seleção brasileira foi sacramentado no final de fevereiro de 2014, após reunião no Ministério do Esporte.

Adriana tem certeza que em 2016 vai trazer mais orgulho para o país.

 

BOXE

Os primeiros registros do Boxe datam do Egito, por volta do ano 3.000 antes de Cristo. O esporte é praticado desde os chamados Jogos Olímpicos da Antiguidade, no final do Século VII, quando lutadores usavam tiras de couro para proteger mãos e antebraços na Grécia Antiga. Anos depois, em Roma, elas foram substituídas por uma luva com entalhes de metal, mas os combates eram muito sangrentos e sempre terminavam com a morte de algum dos participantes.

Após a queda do Império Romano, o Boxe desapareceu. O esporte voltou a ganhar força por volta do Século XVII, na Inglaterra, e lutas amadoras foram organizadas de forma oficial em 1880.

A estreia do esporte nos Jogos Olímpicos aconteceu na edição de 1904, em Saint Louis. O Boxe ficou fora da edição de 1912, em Estocolmo, porque a lei sueca à época proibia a prática das disciplinas de combate.

O Boxe retornou ao programa olímpico em 1920, quando Antuérpia, na Bélgica, recebeu os Jogos. Neste mesmo ano, foi fundada a federação internacional de boxe. Desde então, as regras evoluíram: o capacete de proteção se tornou obrigatório nas edições de 1984, em Los Angeles, enquanto em 1992, na cidade de Barcelona, foi introduzido o sistema de contagem eletrônica, entre outras mudanças.

Os Jogos de 2012, em Londres, foram palco da principal novidade no Boxe: a entrada de três categorias femininas – Mosca (48 a 51 kg), Leve (57 a 60 kg) e Médio (69 a 75 kg).

Os combates femininos tem quatro rounds com duração de dois minutos. Cinco juízes independentes alocados ao redor do ringue pontuam a luta e decidem o vencedor ao fim do último round. Os juízes estão sempre de olho nos golpes com qualidade, além de critérios como técnica, tática, competitividade e domínio. Os combates também terminam em caso de nocaute, ou nocaute técnico. O árbitro pode encerrar a luta caso acredite que um dos participantes não esteja em condições de continuar.

O formato da disputa olímpica é por eliminação direta. As chaves masculinas contam com 16 a 28 participantes, dependendo da categoria, enquanto as mulheres entrarão em chaves de 12. Os vencedores de cada lado disputam o ouro, e cada um dos perdedores das semifinais recebe uma medalha de bronze.

Para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, a Federação Internacional de Boxe (AIBA, sigla em inglês) criou um novo sistema para permitir que lutadores profissionais participem dos Jogos pela primeira vez. Mas isso não significa que nomes como Floyd Mayweather vão estar no Rio, já que é preciso atender a alguns critérios e participar ativamente da APB (AIBA Pro Boxing), liga profissional da federação. Além disso, outras regras serão alteradas, como a obrigatoriedade do uso do capacete e de camiseta.

As categorias

O boxe olímpico passou a ter três categorias no feminino na última edição dos Jogos, em Londres-2012.

Feminino
•        Mosca (até 51kg)

  •        Leve (até 60kg)
  •        Meio-pesado (até 81kg)

Brasileiros medalhistas

– Servilio de Oliveira, bronze, Cidade do México, 1968, peso mosca, até 51kg

– Esquiva Falcão Florentino, prata, Londres, 2012, peso médio, até 75kg

– Yamaguchi Falcão Florentino, bronze, Londres,2012, meio pesado. Até 81kg

– Adriana Araújo, bronze, Londres, 2012, peso leve, até 60kg