São Paulo e Corinthians, objetivos diferentes em mês de transformação!


Alô Amigo!

Hoje é o dia de muita tensão entre as duas equipes que buscam objetivos diferentes, mas o resultado final é o mesmo, o título do Campeonato Paulista.

São Paulo e Corinthians fazem a primeira partida da final no estádio Cícero Pompeu de Toledo e, o tempero especial é que de um lado o time mandante espera quebrar um jejum de dezesseis anos e o visitante quer comemorar o tricampeonato diante do arquirrival.

Muito curioso é que os adversários, deste domingo, estão parecidos no quesito ritmo de jogo e competitividade. Foi notório o crescimento do rendimento dentro de campo, principalmente do Tricolor na fase do mata-mata.

No São Paulo o clima mudou deste que passou o sufoco na última rodada do Paulistão diante do São Caetano, pois a partir daquele empate suado, que os atletas perceberam que precisavam mostrar algo mais do que estavam apresentando para a torcida. Coincidência ou não, foi justamente no período da negociação de Diego Souza com o Botafogo.

Afirmar que é mérito de Wagner Mancini é muita hipocrisia, pois naquele momento o péssimo treinador André Jardini foi afastado do cargo e Cuca começou a trabalhar efetivamente, direcionando o interino para que o time entrasse no eixo e pudesse alcançar os êxitos individuais, os jogos das quartas, semi e agora, final.

No Timão, a realidade é outra…

Não vence há dois jogos decisivos e vem de disputa de pênaltis, diante do Santos. Aliás, perfeita disputa penais entre as duas equipes, no qual o fundamento foi bem aplicado pelos atletas, mesmo com os erros, reconhecemos que todas foram boas cobranças.

Voltando ao jogo deste domingo, o Corinthians evoluiu e consegue ter mais tranquilidade em decisões do que o oponente futebolístico. A base de um time vencedor, mas se perde com algumas limitações não identificadas pelo treinador e que em alguns casos geram desconforto e abalos aos que estão na disputa direta dentro de campo. O exemplo da estratégia usada durante a partida da semifinal, mostrou o lado frágil de um time que ficou 90% da partida acuado e sem reação, fazendo com que o Peixe se desgastasse em criação e logicamente, chutes ao gol, mantendo em alta a performance do ídolo Cássio.

Creio que escrevi, em outras ocasiões, que o Corinthians tem dois bons jogadores – o goleiro e o atacante Gustagol, mas contar com eles é acreditar que a sorte estará presente em todos os momentos e quando perceberem um ou os dois podem demonstrar cansaço e perder desempenho.

Em relação as declarações do presidente Andres Sanches, sobre não entrar em campo se o ônibus for apedrejado, creio eu que tudo isso poderia apenas ficar entre os responsáveis e não ter vindo a público, pois gera um mal-estar entre todos e a tendência como resposta é que alguns indivíduos possam pensar de maneira diferente e com o instinto violento, atirar pedras em direção ao veículo alvinegro.

O São Paulo não é o favorito, mas em uma disputa de dois turnos, posso adiantar que se conseguir um bom placar no primeiro jogo, com certeza, para o jogo de volta vai saborear um bom chocolate, no domingo de Páscoa.

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial