O mito encontra o Soberano!


Alô Amigo!

A noite deste domingo será marcada por um encontro inusitado e raro em nosso país, principalmente no futebol, quando o amor a camisa é trocado pelos contratos milionários entre as jogadores e os próprios clubes.

É muito importante escrevermos a história em algum lugar e se tornar a referência pelo nosso trabalho, nossa história e o nosso legado, podendo ser lembrado pelos feitos e pelos exemplos oferecidos para gerações futuras.

Talvez, nem mesmo o mais fanático torcedor pelo São Paulo Futebol Clube imaginaria assistir o seu maior ídolo como adversário do seu clube de coração.

O dia chegou para o mito Rogério Ceni de comandar os seus jogadores contra o seu único clube que defendeu por 25 anos e vestiu a camisa por 1237 vezes e marcou 132 gols, fora dezenas de títulos que conquistou como goleiro.

Como treinador foi em outro tricolor, o Fortaleza, que comandou mais os jogadores no banco de reservas, conquistando dois troféus de competições tradicionais e com reconhecimento do torcedor cearense. Pela equipe do Morumbi, ganhou apenas o Torneio da Flórida, sem nenhuma expressão para ele próprio.

Eu acredito, sem bairrismo algum ou parcialidade de clube, será muito difícil vermos algum outro atleta chegar neste feito de defender apenas uma bandeira e quando se aposentar ser lembrado com respeito e sem ofensas perante a pessoa, mas mantendo a provocação natural do esporte.

Mas aqui eu relembro nomes que saem dos seus clubes e são ovacionados pelos torcedores – Muricy Ramalho, amado pela torcida são-paulina, Renato Gaúcho consagrado e idolatrado pelo Grêmio, Marcos como um santo alviverde, Tite querido pelo torcedor corintiano, dentre outros que passaram e quando voltam por algum motivo, são aplaudidos.

Sabemos que muitas vezes é utopia afirmar que os profissionais não serão respeitados quando não alcançam o resultado esperado e as críticas e ofensas serão naturais, pela emoção do torcedor, mas quando passa, os apaixonados voltam a cair na graça daquele que o criticou.

Já que comentei sobre profissionais que vestem a camisa e acreditam na agremiação, aqui lamento a demissão do técnico João Valim, na Inter, pois este profissional tirou leite de pedra e conquistou o segundo lugar, promoveu a equipe para a Série A-1, depois de muitos anos e quando desfrutaria do sucesso, foi tirada a oportunidade de comandar a equipe na elite do futebol Paulista. Lamentável!

E fecho esta coluna, neste domingo dia das mães, parabenizando todas as mamães limeirenses e brasileiras, mais especialmente a minha, Sra. Maria Madalena, que me ensinou a falar literalmente e consequentemente escrever para milhões de pessoas, levando a alegria para muitos lares que precisam de amor e atenção, fortalecendo a união e os laços familiares.

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial