Futebol moderno é politizado e chato!


Alô Amigo!

“Vamos matar os gambás” – afirmou em um vídeo o presidente do Santos José Carlos Perez se referindo ao Corinthians, que enfrentará, neste domingo, pela primeira partida da semifinal do Campeonato Paulista.

A frase não caiu bem no time adversário, mas na opinião dos atletas que se declararam, mostrou realmente que o esporte, mais popular do Brasil, esta se tornando o mais elitizado possível no quesito ambiente dos bastidores.

Avaliando a declaração do comandante do Peixe eu entendo a declaração que poderá ter duas interpretações, sendo a primeira justamente de ofender o Timão e a outra apenas um comentário de torcedor entre amigos, que normalmente acontece em um bate-papo ou grupos de mensagens.

Não é o momento de criticarmos, pois a mensagem não foi em uma coletiva ou até mesmo em uma entrevista oficial, por isso, ele tem todo o direito de brincar com os amigos. Na verdade, o maior culpado é o amigo que divulgou a mensagem para outras pessoas e diante da rapidez da comunicação moderna a mensagem se proliferou nas redes sociais.

Nos anos passados tínhamos muito desse tipo de “zoeira”, muitas vezes saudável e nada ofensivo. Como no UFC, no Boxe, na Fórmula 1, em qualquer outro esporte, existem provocações que vão além da disputa e faz com que todos se motivem e o desafio tenha a sua “pimentinha” nos olhos do outro.

Quem não se lembra quando as arquibancadas eram conquistadas com o número de torcedores que chegavam ao longo do jogo e os policiais tinha que aumentar os gomos, assim eram chamados os setores do estádio, quando as cordas eram movidas e a adrenalina subia para que o torcedor visitante ou o mandante. Isso era espetacular, pois parecia um gol e a festa naquele instante era a mais marcante do dia, pois o placar poderia ser 0x0.

A sociedade mudou muito nos tempos modernos e se alguém provocar o outro teremos quebra-quebra, pela intolerância que se enraizou nos sentimentos de muitos torcedores que não estão interessados em vibrar com seus jogadores, mas criticar ou até mesmo, destruir o que veem pela frente como se aquele ato resolvesse o seu problema interior ou simplesmente, extravasar algo particular que ficou preso durante toda semana.

Temos que viver mais e saber refletir que as nossas ações geram reações e consequências futuras, por isso, voltando ao presidente santista, espero que todos entendam a situação e divertem-se com o espirito esportivo e descontraído.

Bom domingo!

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial