Futebol e suas regras… O que mudou?


Alô Amigo!

Nesta semana um novo texto da International Football Association Board (Ifab) foi apresentado e nele as novas mudanças para o esporte mais popular do mundo e algumas coisas podem significar algo para a qualidade para a modalidade tão engessada e muitas vezes sem muitas inovações, perante os demais esportes coletivos.

As mudanças chegam para melhorar o ritmo do jogo, aumentando o tempo da bola rolando, a postura dos atletas, estimulando o respeito entre eles e ao esporte, além do jogo limpo, que muitos dizem praticar e que me deixa sempre em dúvida.

Com as regras com a data de 1 de junho deste ano para ser seguida pelas confederações, talvez não veremos essa manutenção no Brasileirão e fica o questionamento, por que? Não creio que é necessário esperar acabar o ano para seguir o que já foi apresentado e terá que ser cumprindo por todos os envolvidos.

Na primeira regra alterada, que pela cultura e falta de respeito dos atletas, por eles e pelo público que pagou para vê-lo é que nas substituições os jogadores podem sair de qualquer parte do campo sem a necessidade de se dirigir até a linha do meio de campo, deixando o jogo parado até a boa vontade do substituído.

Em outra mudança, os integrantes da comissão técnica poderão receber cartões na mesma filosofia dos jogadores, ao contrário da atual, que eles apenas são advertidos. É curiosa essa alteração, que por sinal, não sei porque não pensaram nisso antes, pois todos que estão em campo ou ao redor dele fazem parte do contexto geral.

A mudança do tiro de meta e tiros livres com a bola dentro da área finalmente foi permitida, pois não há cabimento esperar a bola girar toda a extensão para que a defesa saía jogando com a bola com toda a lentidão proposta pelos atletas, principalmente os que possuem a vantagem no placar.

A bola ao chão, outra alteração que evita os conflitos e as malandragens dos atletas, pois agora não será mais disputada por dois jogadores e sim, ficará com o jogador que tocou na bola pela última vez. Neste tema, não teremos mais aqueles insensíveis chutando a bola de sua área para a o setor defensivo do adversário.

A mão na bola tem suas alterações e são muitas para eu descrever aqui, mas agora tem regras e chega de ver a intepretação do árbitro e muitas vezes condescendente ao time mandate ou a grande equipe, que pressiona mais devido ao torcedor. O caso é pura justiça para o critério, sendo para facilitar a disciplina do jogador em si.

Uma mudança é o cara e o coroa, que o vencedor pode escolher a bola ou o campo. Alteração sem muita alteração para esse quesito, que realmente nos dias atuais os times estão tão iguais que uma coisa não muda a outra.

A mudança que obriga ao adversário ficar longe da barreira por 1 metro de distância acabou o empurra-empurra e faz com que o goleiro seja o principal responsável pelo bloqueio que esta montando. Essa foi bem fantástica, pois realmente os jogadores deitam até no chão para impedir a passagem da bola.

Nos pênaltis o goleiro poderá ficar com um pé sobre a linha de fundo, ou seja, a linha do gol para tentar a defesa, podendo se antecipar para impedir o gol. Se a vida do atacante já não estava fácil, imagine com a liberdade do goleiro.

Se todas as mudanças são fundamentais para a bola rolar de verdade, será que os jogadores sul-americanos, incluindo os brasileiros aprenderão que quanto mais o jogo for jogado teremos mais patrocínio e mais credibilidade de patrocinadores e com isso o respeito ao esporte existirá de forma natural e com mais atratividade de se assistir.

E creio que muitos se perguntam – Quando os dirigentes do futebol mudarão suas regras administrativas? Essa a uma resposta que nem o mais otimista tem perfil para mudar o que não é esperado por diretores ou presidentes que apenas querem aparecer e não cuidar do clube que o projetou para o cenário do esporte.

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelho – Site: www.sidneybotelho.com.br