Eu sou nota 10!

Alo Amigo!

Muito obrigado pelo carinho recebido por você, na edição passada da Coluna Dá-lhe Dá-lhe no GOL e realmente se eu fosse o técnico Ney Franco me daria nota 10 pelo conteúdo apresentado. Todavia eu, particularmente, não me daria uma nota tão expressiva assim pois sou consciente de que aquela foi a primeira edição.

Mas o que leve um profissional se auto-avaliar e dar-se a melhor nota possível?

Em todos os ramos de atividades existem profissionais que se destacam mais que os outros, porém esses mesmos profissionais, que são referências para o seu publico de atuação, não teria essa audácia. Naturalmente, quem se considera um profissional diferenciado nem sempre expõe a sua opinião por questão de ética e respeito aos demais companheiros de profissão. Outro ponto fundamental para que essa avaliação seja ponderada é que ao se auto-referir estará propicio à criticas futuras mais árduas no momento em que demonstrar falhas.

E voltando ao técnico Ney Franco, o que o levou a proferir essas palavras em coletiva, pós-clássico ante Palmeiras? Simplesmente, ele não raciocinou corretamente na resposta e cometeu a maior gafe da semana. Uma frase mal colocada que pode custar o seu emprego no time são-paulino.

O empate diante do Verdão, no qual o time adversário foi muito superior, a derrota para o Arsenal-ARG pela Libertadores, o relacionamento desgastado com as principais estrelas do São Paulo, fizeram a diretoria tricolor mudar o critério de observação ao “professor”. Os números não são dos melhores para Ney Franco que tem aproveitamento abaixo dos 55% no comando do São Paulo. Nos últimos três jogos empatou duas partidas em casa e perdeu uma fora do Morumbi.

Mas aonde Ney Franco esta falhando?

A resposta é simples e fácil, o time não possui identidade própria. Desde a saída do atacante Lucas para o PSG, o São Paulo perdeu o poder de criação e esta vulnerável na defesa. A zaga não é eficaz, mesmo com a presença de Lucio, o mais experiente de todos. Rodolfo e Rafael Tolói não conseguem se firmar como titulares, Paulo Henrique Ganso não conseguiu alcançar o seu nível de qualidade ideal para apoiar o ataque, Cañete que seria o substituto de Lucas não é aproveitado, Douglas que é lateral é utilizado como ponta-direita, os volantes não estão seguros no meio-de-campo e o ataque depende do temperamento de Luis Fabiano.

E qual seria a nota mais coerente para o Ney Franco? Se eu fosse um professor e avaliasse o desempenho deste profissional, por intermédio de todas as atividades apresentadas até o momento, lhe daria uma nota 6,45. Merecida ou não?

Sidney Botelho – www.sidneybotelho.com.br – @dalhedalhenogol

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