Ei treinador, passe no RH!

Foto: Flávio Hopp

Alô Amigo!

Nesta semana muita coisa mudou nos times brasileiros, principalmente no comando técnico de alguns clubes tradicionais do Brasileirão. O curioso é que muitas vezes o problema não está no comando, mas nas atitudes dos atletas, que não entendem as orientações passadas pelos  próprios treinadores.

A quinta-feira, dia 26, foi marcada pelas demissões de Cuca no São Paulo, Rogério Ceni, no Cruzeiro, e também de Osvaldo Oliveira, no Fluminense, sem contar o pedido de demissão do coordenador técnico do tricolor paulista, Wagner Mancini.

Vamos começar com a equipe das Laranjeiras, o treinador até então Osvaldo de Oliveira, fez uma substituiçãoe tirou Paulo Henrique Ganso, que demonstrou totalmente insubordinação ofendendo o comandante e ao mesmo tempo sendo ofendido com palavras de desprezo.

No dia seguinte, a diretoria preocupada com o ambiente, preferiu demitir o treinador devido ele ter feito gestos obscenos para os torcedores, lembrando que não foi a primeira vez que ele se envolve em confusão pós partida.

Na minha opinião, o jogador deveria ser advertido. Pois respeitar o comandante faz parte da regra de qualquer  instituição ou de qualquer empresa, esse mesmo gesto de descaso, ao líder, ocorreu quando defendia o santos a quase uma década atrás.

Vamos agora falar da equipe sãopaulina que teve um dia tumultuado. Não é de hoje que o São Paulo vive uma desorganização,mas desta vez a diretoria surpreendeu de forma negativa efez pouco caso de sua própria estrutura e planejamento. Admissão de Cuca abriu a precedênciada possibilidade da chegada do Rogério Ceni voltar, mas o a diretoria optou em contratar  o técnico do toque-toque,Fernando Diniz, esquema que até agora só teve êxito no Audax.Fica a dúvida se ele trará o Sidão de volta.

Analisando todos os treinadores que saíram e entraram, acredito que a maior injustiça foi a de Zé Ricardo, no Fortaleza, onde a diretoria percebeu que o antigo treinador que deixou a equipe da Raposa, logo o contatou e com isso iniciou as negociações. É muito lamentável ver esse tipo de atitude por parte dos diretores do clube que demonstram que Rogério Ceni como fez no seu 1º clube como atleta, pode seguir o mesmo caminho na equipe do nordeste de mandar e desmandar no time.

Para o seu lugar a equipe das Minas Gerais não perdeu tempo e agradou os atletas Thiago Neves e Fred, trazendo o ex-paizão, Abel Braga.

A cada semana sou obrigado a comentar na minha coluna,  sobre demissões de  treinadores.Talvez eu precisaria expressar-me diariamente o tamanho do  descontentamento por que todos os dias um treinador no Brasil ouve a seguinte frase – Ei treinador, passe no RH.

Vestir a camisa da seleção é prazer ou obrigação?

Alô Amigo!

Os tempos mudaram de verdade e em todos os setores da sociedade mundial e no Brasil não é diferente, pois vemos muitas atitudes que os mais antigos não entendem e buscam explicações para o novo.
No futebol, os gostos mudaram também e o objetivo teve a sua alteração de forma particular e individual.


Os atletas mais jovens começam a jogar e quando vêem faturam milhões de euros e não coloquei a moeda local, o real, para mostrar o quanto esta mudado.


Diante do poder de autoridade e de reconhecimento, destes atletas, é nítida a insatisfação de uma das maiores alegrias do jogador de futebol que seria de vestir a camisa da seleção de seu país, no nosso caso, a brasileira.


O torcedor amava e provocava o adversário, comemorando a convocação do seu atleta para defender a nação, hoje o critério é outro, quando anunciado o nome pelo treinador, bate uma depressão em alguns e afirmo, em dizer, revolta pelos dirigentes que investem tudo e um pouco mais para que no momento de uma decisão, a confederação tire esse profissional de cumprir suas atividades no clube.


Agora volto a pergunta, será que vestir a camisa verde-amarela dá prazer ou apenas é obrigação?


Na atualidade, com tantas competições para suprirem as agendas das TVs, servir a seleção de seu país em amistosos é algo que desmotiva muito o jogador, dirigente e o próprio fanático por futebol.


Não me refiro da convocação de sete atletas, que estão em alta, no Brasileirão e, que depois de anos, voltamos a ter uma quantidade expressiva de convocados jogando em nossa terra, mas pela questão de que o campeonato esta em seu momento decisivo, impossibilitando a ausência deles para jogos diante de seleções sem muita expressão internacional, por somente faturar receita e não acrescentar nada em termos de formação de um time.


São vários exemplos de atletas que são convocados e compõem o elenco, sem possibilidade de entrarem em campo, servindo para completar o número exigido pela FIFA.


O tema é grande e polêmico, é necessário uma edição em um jornal da grande metrópole inteira para escrever sobre o que penso, mas de antemão, torço para reverem esse viés negativo para os clubes, pois ninguém quer trocar um grande salário para passar dias por um cachê, ou seja, os atletas jogam pelo dinheiro e pela obrigação, sem o prazer de alegrar os habitantes do seu país.

Brasileirão 2019, o mais competitivo da década!

Alô Amigo!

O Campeonato Brasileiro chega a sua metade e o que vemos são times fortes no topo e os que erraram no planejamento seguindo o que traçaram como objetivo.
Destaques da temporada vejo Flamengo e Santos, com o Palmeiras correndo atrás, mas não com o ritmo inferior aos rivais, mas sim, pela crise que o próprio elenco criou depois da parada da Copa América.
É muito curioso a regularidade das equipes, neste ano, pois diante de cada partida, os resultados são equivalentes e com poucas oscilações e variações.
Flamengo e Santos são equipes de formações distintas e o investimento dos cariocas foi infinitamente superior ao dos paulistas. O Mengão começou com Abel Braga, mas a torcida o tirou e foi em um bom momento, que com a chegada de Jorge Jesus o time se uniu, mas não podemos deixar de enxergar o elenco fantástico de Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique, Filipe Luiz, Everton Ribeiro, dentre outros que aprenderam a jogar em conjunto e formar esse esquadrão. No Peixe, o diferencial é o técnico Jorge Sampaoli, que pediu e não foi atendido com os suas solicitações e teve que agir e hoje, mostrou que um time sem estrelas, com exceção de Soteldo, que pra mim é o melhor de todos os seus companheiros, não chegaria nesta fase da competição com tanta chance de conquistar o título.
O Palmeiras está assim pelas próprias pernas. Afirmo em dizer que se não fosse a OBSESSÃO de querer a Libertadores e o Mundial de Clubes, tudo seria mais fácil e como dito anteriormente, em minhas colunas, os atletas não possuem o DNA da Acadêmica de Futebol.
Não posso deixar de avaliar o Corinthians, que não engrena e patina em momentos obrigatórios de vencer, Carille não encontrou o atacante certo para alcançar os pontos que precisa. Já o São Paulo, contou com a chegada de Daniel Alves, Juanfran, Alexandre Pato e Hernanes, mas apenas os dois primeiros mostram algo mais para o técnico Cuca, que sofre em colocar o time no eixo.
Eu acredito que outras duas equipes serão algozes destes citados, falo de Athlético-PR e Internacional-RS, que após a final da Copa do Brasil, assumirão a função de referências do Brasileirão 2019. Se não tirarem o pé, poderão chegar entre os quatro primeiros colocados, não vencerão a competição, mas darão trabalho.
Você deve querer me perguntar – Qual time será campeão?

O Mano que é fiel!

Alô Amigo!

A torcida do Palmeiras está incomodada com a questão do novo treinador ser um técnico com identidade corintiana e ao mesmo tempo, enraizada com o diretor de futebol Alexandre Matos.

O que mais nos deixa perplexos é que realmente o Mano Menezes é um técnico campeão, de grife e ao mesmo tempo um comandante desacreditado por muitos jogadores.

Não podemos saber o que se passa nos vestiários, mas que o período muito longo de convivência com ele é algo que se torna questionável e muitas vezes preocupante.

No Cruzeiro, sua última equipe, ele ficou por três temporadas e foram anos de muitas conquistas para o time mineiro, que surpreendeu a todos com os títulos nacionais e que colocaram o Estado das Minas Gerais em evidência no país todo, sendo em muitos casos traçados um embate com arquirrival Atlético, que por sua vez se motivava em fortalecer o elenco com um time qualificado.

Quando anunciado pelo presidente palmeirense Mauricio Galliote, Mano Menezes foi muito criticado e ofendido pelo torcedor, que percebeu que o nepotismo de Matos esta presente nesta gestão tumultuada do time mais caro, ao lado do Flamengo do Brasil.

Não afirmo que é nepotismo, mas digo que é confiança em uma estratégia que deu certo e que muitos colheram frutos e que diante de todo o planejamento, com certeza o Palestra Itália paulista conseguirá conquistar o que busca a anos que é justamente, o Mundial Interclubes.

Para esse objetivo ocorrer, muitas coisas têm que mudar no elenco, principalmente identificar um líder dentro de campo, pois o time não tem alguém que seja de sangue verde e que vista com afinco a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras, como na década de 90, com o time de Wanderley Luxemburgo, que foi a máquina de fazer gols, com Evair e Edmundo reinando nas áreas adversárias.

Eu entendo que o treinador tem o seu perfil duro, mas amadureceu ao longo deste período na equipe celeste, pois a sua demissão na Seleção Brasileira, de forma questionada, depois que veio do Corinthians, o fez refletir que diante do trabalho, identificar as pessoas e entender os jogadores o fizeram quebrar barreiras, muitas vezes inquebráveis e impossíveis de serem ultrapassadas, por simplesmente as pessoas não acreditarem nele. Eu creio que muitas vezes ele próprio não acredita no trabalho dele.

Vamos ver o que acontece, mas está na hora do Palmeiras ter paciência e seguir exemplos de Manchester United, Barcelona, Real Madrid e dentre outros, com o planejamento a longo prazo e vida próspera para o treinador impor o seu trabalho e colher os frutos, que são os títulos.

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial

O que acontece com o Palmeiras?

Alô Amigo! A semana foi marcada pelo tropeço do Verdão na Copa Libertadores da América, diante do Grêmio-RS, em pleno estádio do Pacaembu.

Se a empresa de empréstimos bancários não souber cobrar os seus dividendos, que no caso do futebol, são títulos internacionais, chegamos à conclusão que a ampliação de capital pode ser reduzida ao longo do período contratual. 

O que percebemos é que o time do intolerante Luiz Felipe Scolari, não está se permitindo quebrar a barreira das fases mais agudas da competição sul-americana, que dá direito a possibilidade de disputa do Mundial de Clubes, no final do ano.

Quando pensamos em equipe, modéstia parte eu não vejo e muito menos entendo o elenco do Palmeiras como um time de verdade, pois aparentemente os atletas, mesmo com talentos individuais, não conseguem oferecer o que o torcedor espera na sua essência.

É lamentável ver uma eliminação como a que foi para os gaúchos, devido à falta de dedicação de alguns craques que não mantém o rendimento que se deveria e, ao mesmo tempo, todo o treinamento oferecido na semana sendo aberto ou fechado, é em vão.

Criticar os grandes nomes é justamente, jogar contra a pátria e a paixão clubista, todavia eu quero crer que a derrota é resultado de limitações psíquicas e motivacionais. Além do mais, todo o cenário de apoio se faz presente ao time em geral, pois a diretoria traz peças de reposição de acordo com a notoriedade de cada jogador que se desempenha uma boa prática em clubes do nosso país ou do exterior.

Mas a pergunta que não quer sair da cabeça, o que acontece com o Palmeiras? A resposta é mais complexa do que todos pensam e querem buscar um diagnóstico final. A dificuldade existe porque ninguém é capaz de mostrar que um time só é um time se os jogadores entenderem que são prestadores de serviços e o mérito se faz por conquista e de agradar o cliente, que é o torcedor.

A mentalidade de que os jogadores possuem, ultrapassa o trabalho motivacional, se refere ao lado comportamental. Não quero afirmar que falta entrega, porque não estou no ambiente interno das instalações da Academia de Futebol, mas é muito nítido, no semblante dos atletas, que eles não possuem identidade com a camisa de um clube de 105 anos.

A mentalidade de que os jogadores possuem, ultrapassa o trabalho motivacional, se refere ao lado comportamental. Não quero afirmar que falta entrega, porque não estou no ambiente interno das instalações da Academia de Futebol, mas é muito nítido, no semblante dos atletas, que eles não possuem identidade com a camisa de um clube de 105 anos.

Agora torcedor, é hora de ter paciência e esperar mais 15 meses para chegar ao objetivo, que é o título mundial de clubes.

Futebol moderno é politizado e chato!

Alô Amigo!

“Vamos matar os gambás” – afirmou em um vídeo o presidente do Santos José Carlos Perez se referindo ao Corinthians, que enfrentará, neste domingo, pela primeira partida da semifinal do Campeonato Paulista.

A frase não caiu bem no time adversário, mas na opinião dos atletas que se declararam, mostrou realmente que o esporte, mais popular do Brasil, esta se tornando o mais elitizado possível no quesito ambiente dos bastidores.

Avaliando a declaração do comandante do Peixe eu entendo a declaração que poderá ter duas interpretações, sendo a primeira justamente de ofender o Timão e a outra apenas um comentário de torcedor entre amigos, que normalmente acontece em um bate-papo ou grupos de mensagens.

Não é o momento de criticarmos, pois a mensagem não foi em uma coletiva ou até mesmo em uma entrevista oficial, por isso, ele tem todo o direito de brincar com os amigos. Na verdade, o maior culpado é o amigo que divulgou a mensagem para outras pessoas e diante da rapidez da comunicação moderna a mensagem se proliferou nas redes sociais.

Nos anos passados tínhamos muito desse tipo de “zoeira”, muitas vezes saudável e nada ofensivo. Como no UFC, no Boxe, na Fórmula 1, em qualquer outro esporte, existem provocações que vão além da disputa e faz com que todos se motivem e o desafio tenha a sua “pimentinha” nos olhos do outro.

Quem não se lembra quando as arquibancadas eram conquistadas com o número de torcedores que chegavam ao longo do jogo e os policiais tinha que aumentar os gomos, assim eram chamados os setores do estádio, quando as cordas eram movidas e a adrenalina subia para que o torcedor visitante ou o mandante. Isso era espetacular, pois parecia um gol e a festa naquele instante era a mais marcante do dia, pois o placar poderia ser 0x0.

A sociedade mudou muito nos tempos modernos e se alguém provocar o outro teremos quebra-quebra, pela intolerância que se enraizou nos sentimentos de muitos torcedores que não estão interessados em vibrar com seus jogadores, mas criticar ou até mesmo, destruir o que veem pela frente como se aquele ato resolvesse o seu problema interior ou simplesmente, extravasar algo particular que ficou preso durante toda semana.

Temos que viver mais e saber refletir que as nossas ações geram reações e consequências futuras, por isso, voltando ao presidente santista, espero que todos entendam a situação e divertem-se com o espirito esportivo e descontraíd

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial

Futebol brasileiro – os dirigentes de quadro de parede!


Alô Amigo!

A sociedade brasileira se moderniza a cada fração de segundos, diante da tecnologia, redes sociais, meios de comunicação, surgimento de novas profissões e costumes que nos dão melhor forma de viver neste mundo tão globalizado e de oportunidades.

Existem profissionais que levarão décadas e talvez, afirmo agora, em 2019, podendo ser consultado por quem quiser pesquisar e aproveitar as minhas palavras, que nunca mudarão a postura e a forma de agir ou de ser. Estou falando dos políticos e dos dirigentes esportivos brasileiros.

Como o foco, neste espaço, é o esporte, não tecerei comentários sobre os nossos maravilhosos políticos, mas podemos dizer que a analogia servirá para ambos.

A semana foi marcada por episódios que envolvem os excelentíssimos presidentes e dirigentes de clubes com suas belíssimas gestões arcaicas e ultrapassadas.

O que dizer do presidente do Fluminense Pedro Abad que convocou uma guerra antes da final da Taça Guanabara, no Rio de Janeiro, diante do Vasco da Gama, e assistimos uma barbárie ao redor do estádio do Maracanã, sendo que a imagem que marcou o episódio foi de uma mãe segurando um bebê e correndo para procurar um abrigo seguro.

Outro dirigente que roubou a cena, ou melhor, voltou a cena, foi Marco Pollo Del Nero, ex-presidente da CBF, que proibido de exercer qualquer função no futebol, mantém o seu nome no quadro de conselheiros do Palmeiras e com isso a FIFA pode punir o time alviverde, com perdas de pontos e possibilidade de rebaixamento, caso não seja explicado.

No São Paulo, que tem um presidente e um dirigente, que estão destruindo a história de um time que era tido como um exemplo de administração e hoje, é a chacota dos clubes, com ações inadequadas e sem planejamento. Resumindo o caso, demite o Jardine, promove Mancini, que não queria o cargo e contrata Cuca, que começará a trabalhar em abril. Precisa falar mais?

E por fim, o presidente do Flamengo Rodolfo Landim que se complica a cada dia mais na tragédia provocada pela má gestão do clube, no incêndio no Ninho do Urubu, que morreu 10 jovens atletas. Simplesmente, o pouco caso dele, por falta de apoio aos familiares desgasta todos os envolvidos e demonstra a irresponsabilidade e falta de sensibilidade do maior clube brasileiro.

São muitos casos e eu precisaria de uma edição do jornal inteira para relatar tudo que eles fazem de mal para os associados, jogadores e torcedores. Reflita comigo, até quando vamos aguentar pessoas que apenas querem aparecer por vaidade e ego, sem solucionar os problemas internos e mostrar alternativas para o desenvolvimento da marca, aumentando a receita e fazer um time campeão?

Tudo isso ocorre, por que os clubes ficam com dirigentes ultrapassados e que enxergam apenas o próprio nariz, deixando de lado o que lhes foi incumbido, que é gerir e administrar o clube com êxito. E êxito não são títulos somente, mas manter times competitivos, estruturados e que entram para história do futebol.

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelho –

Futebol – o esporte mais egoísta do país


Alô Amigo!

Eu começo a minha coluna com uma reflexão – Qual é o objetivo de um clube de futebol? Ser Campeão e faturar com o prêmio da conquista ou simplesmente participar do torneio mesmo que neste não tenha tanto interesse, mas é obrigado pela Federação?

O futebol é o esporte de egoístas e de pessoas que não veem mais o esporte como uma competição de quebra de limites ou até mesmo de aumentar a quantidade de troféus. É nítido o desinteresse de muitos clubes em participarem de torneios tradicionais, mas não dão mais a credibilidade que ofereciam anos anteriores, por isso deixa de lado e apenas cumprem o protocolo para atender as exigências das federações e confederações.

Estamos no período mais importante do Campeonato Paulista, mas as cabeças de todos os clubes não estão com o foco apenas nesta competição e alternam a “chavinha” por um período pequeno, pois poucos dias depois têm outro torneio, que em alguns casos oferece mais prêmios do que o outro.

São vários exemplos a serem citados, neste espaço jornalístico, mas o que me deixa mais desanimado e desapontado com tudo isso é que tudo se repete continuamente e os dirigentes não mudam a nossa percepção sobre o assunto.

Não é ruim disputar dois, três, que seja quatro competições simultaneamente, mas quando assinar o documento de participação ou afirmar que estará com a respectiva camisa nos gramados dos estádios autorizados para as partidas, faça o melhor e ofereça ao público o time mais ideal possível para que no final todos comemorem com muita satisfação e alegria.

O planejamento é algo fundamental, antes de confirmar a participação no campeonato, principalmente pelo desgaste que terão ao longo de todos os jogos que disputarão. Todavia, se eu tenho 42 anos de idade, ouço e leio diariamente, os clubes reclamarem do calendário apertado, não permitindo a preparação ideal para uma partida especifica.

Não sejamos hipócritas, ninguém faz o que não pode ou simplesmente no meio do caminho desiste do objetivo, daí vem o questionamento – Sabendo que um torneio é ligado ao outro e este oferece uma vaga para o outro, por que não se planejar para a disputar todos ou simplesmente ter a capacidade de reconhecer que não pode participar, devido a falta de recursos, renunciando um deles para fazer o melhor e mostrar a força máxima na competição que pode participar de verdade?

Sabe a resposta? Egoísmo. Nós seres humanos queremos tudo e abraçamos o mundo e quando vemos a comemoração não a mesma, porque temos que pensar no dia seguinte, pois já temos outro desafio.

Talvez uma dica para essa reflexão e que serve para todos nós, “façamos o que podemos e que façamos o melhor sempre com alegria e satisfação”.

Bom domingo!

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial

A tecnologia do VAR ajuda ou atrapalha?


Alô Amigo!

Polêmicas e mais polêmicas são geradas pelo equipamento de tecnologia no futebol, mas a pergunta que não sai da cabeça dos torcedores, será que realmente ajuda ou atrapalha?

Muitos dizem que chegou para ficar e que auxilia para evitar injustiças no esporte mais popular do planeta, mas ao mesmo tempo, vemos erros na avaliação dos árbitros de campo e que traz um novo questionamento, será que eles estão preparados para assumirem a decisão da máquina?

A revolução industrial começou no século passado e todos nós vimos a evolução da chegada de grandes computadores, robôs e equipamentos que foram desenvolvidos para ajudarem na prática de inúmeras profissões e logicamente percebemos que em alguns casos, foi extinta a função de algumas devido a máquina assumir o procedimento daquilo anteriormente feito pelo homem.

Quem ama tecnologia sabe o que eu estou explanando, nesta coluna, mas quem não quer melhoria se exime de perceber que realmente a mesma chegou para ficar e não para ser deixada de lado.

O arbitro tem que entender que o auxílio externo permite que ele tenha 100% de acertos e evite as críticas futuras sobre a sua atuação.

Sabemos que os olhos estão de todos os lados, mas diante do cenário atual, onde o futebol se tornou um negócio lucrativo para muitos empresários e principalmente para os clubes, quanto mais apoio é melhor para que tudo seja o mais verdadeiro possível.

Eu entendo que a autonomia do arbitro de campo deve ser revista, pois é nítido que muitos não abrem mão de mudarem a decisão tomada no momento do lance. Talvez isso foi justamente o que eles trouxeram por anos, não ouvindo os auxiliares das laterais e também os de linha de fundo.

Quando o arbitro tem a oportunidade de mudar o rumo do jogo com o que é correto, gera mais credibilidade para o VAR, porém não vemos isso com frequência e aos poucos eles próprios estão exterminando esse mecanismo por não aceitarem e ao meu ver se aceitarem como um gestor da máquina.

Os maiores erros acontecem com árbitros onde as culturas são enraizadas das vantagens alheias, pois é perceptivo que isso ocorra em todos os jogos que temos profissionais que não se encontraram na carreira e querem que a sua decisão prevaleça, fato que nos dias atuais com gestões em “Y” tudo muda e quanto mais compartilhada a decisão melhor será o resultado final do espetáculo, do projeto ou no nosso caso, o esporte.

Mudar o pensamento é querer se desenvolver como profissional, pessoa e o principal, gerar autenticidade para facilitar o trabalho e aceitação das pessoas como um todo.

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelho – Site: www.sidneybotelho.com.br

Treinador no Brasil é peça descartável!


Alô Amigo!

A semana foi marcada pela demissão do técnico Abel Braga no comando do Flamengo, após um período tumultuado de desentendimento e descrédito junto a diretoria e o torcedor rubro-negro.

A crise aumentou com declarações do próprio treinador contra o clube e o presidente Rodolfo Landim.

Em todos os momentos, sempre vemos os técnicos sendo demitidos e ficando calados diante de muito que os inteligentes dirigentes fazem e desfazem ao longo do processo de gestão. Quando o treinador se demite, gera uma movimentação da imprensa em relação ao tema, pois naturalmente as coisas são ao contrário e diante de tudo, polêmicas são inseridas de maneira que tornam o cotidiano mais atrativo.

O que não podemos é apenas criticar um dos lados, pois quando entendermos os pontos de vistas veremos que tudo é referente ao planejamento da empresa ou do clube, em questão.

A acusação de Abel é o tema de traição e de resposta ao mandatário que não escalaria o time que ele desejasse e também, a procura do técnico português Jorge Jesus para assumir a sua posição a frente do time.

Não entendo, neste quesito, que o ex-treinador é o problema do milionário Flamengo, pois é muito fundamental enxergar que o time superou os seus adversários locais no Campeonato Estadual, conquistando o título, além do mais, segue firme na Copa do Brasil, podemos eliminar o Corinthians, com uma certa vantagem obtida no primeiro jogo.

Quando o presidente interfere no banco de reservas, algo diferente esta ocorrendo e tudo deve ser avaliado, pois onde a fogo há faíscas que podem causar um incêndio destruidor.

É muito interessante reforçar que nem todos os treinadores tem a liberdade de bater de frente com diretores de um clube com o renome do Mengão e, Abel Braga mostrou que os técnicos precisam encarar com mais segurança cobranças e interferências, se possuem o propósito e a meta a serem alcançados.

Quando vejo o Flamengo de forma desestruturada, mesmo com o dinheiro e os atletas que possui, entendo que não adianta você ter as suas convicções e percepções sobre o futebol, o treinador tem que estar além da necessidade alheia e atingir o inesperado, extraindo o que não se existe, acreditando que aquele resultado, sendo empate, derrota ou vitória, serão interpretados de acordo com o nível de satisfação do dirigente clubista, que não administra para a agremiação, mas para o seu bem-estar ou seu interesse, que não é muitas vezes o correto para a massa e se joga para a torcida, gerando custos desnecessários, perdendo receita ou aumento as despesas gerais com as multas contratuais de acordos equivocados no passado.

Esta na hora que encontrarmos uma saída para que isso mude, mas a raiz esta dentro das pessoas e levará milênio de anos para que todos entendam que não somos apenas um no futebol.

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial