Brasileirão 2019, o ano dos treinadores Zen! Será?


Alô Amigo!

Começou o Campeonato Brasileiro e com a competição as polêmicas das novidades impostas pela FIFA para os clubes que têm como cultura a opinião própria, muitas vezes discordantes do regulamento que eles próprios assinam antes mesmo do pontapé inicial.

Acredito que uma das novidades é justamente, algo que se utiliza desde a década de 1970, o poderoso cartão, que tem as cores amarelo e vermelho. Se os jogadores eram presenteados por esse objeto, agora os treinadores terão o privilégio de somarem cartões durante o ano.

A medida servirá talvez para evitar qualquer problema cardíaco, talvez! Vejam os exemplos de Ricardo Gomes, Muricy Ramalho e até mesmo, Cuca!

Na verdade, os técnicos brigões ficarão mais cautelosos quando reclamarem para o quarto árbitro de alguma ação tomada pelo árbitro principal. Aliás, se é para evitar qualquer comentário desagradável para o homem do apito, os treinadores terão como mais um adversário ou até mesmo, motivação, o VAR.

O equipamento tecnológico não convence os comandantes, pois a credibilidade de quem decide, por muitas vezes é questionada por quem quer comandar o jogo, sempre com o intuito de levar vantagem, como falamos nos gramados da várzea, “ganhar no grito”.

Não vejo que os cartões serão a salvação, mas que muitos “professores” ficarão mais tranquilos nos bancos de reservas, eu garanto para você, amigo leitor!

Já que o tema é treinador, vou estender a minha coluna para um ídolo do futebol ou antes que eu receba e-mails de críticas, o mito são-paulino que mostra o profissionalismo que o esporte precisa.

Durante a semana, o técnico do Fortaleza, Rogério Ceni, mostrou realmente que tem planejamento e não pretende mudar a sua estratégia. Sabemos que este líder, tem a opinião extremamente forte e que em muitos momentos foi criticado pelos rivais. Mas, finalmente um profissional recusou uma proposta de um clube que lhe daria a ascensão tão esperada para qualquer outro, todavia se manteve intacto nos seus valores e se manteve no comando da equipe cearense e não aceitou a vaga no Atlético-MG.

A pergunta que se faz, será que o torcedor do Fortaleza, depois de quatro jogos sem vitória pensará no planejamento no seu âmbito geral ou apenas no quesito momentâneo?

Em nosso futebol, treinador tem vida curta no cargo que assume, por outro lado, como os dirigentes não aceitaram a proposta de apenas uma troca no comado do respectivo clube, fica o exemplo, por que não arriscar por um período maior.

O futebol elitizou e agora colhemos o que plantamos e nada mais justo do que desfrutarmos de pensamentos mais contemporâneos e não mais arcaicos.

Viva a modernidade e viva a liberdade de mudanças para o melhor!

 Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelhooficial