A CBF inova e importa treinadora para o futebol, será o futuro do esporte?


Alô Amigo!

Parece que o esporte mais popular do Brasil esta mudando o pensamento de restruturação e de entendimento para conquistar novos objetivos, profissionalizando a categoria feminina do futebol.

Nesta semana a CBF anunciou a contratação da técnica sueca Pia Sundhage, assumindo o lugar deixado por Vadão, após o péssimo resultado obtido na Copa do Mundo, realizada na França, no mês passado.

O futebol feminino esta ganhando corpo no nosso país, mas tem muito o que evoluir para que tenhamos além de apenas uma jogadora de referência, que é a Marta. A chegada dessa profissional faz com que os clubes entendam que se todos se aplicarem em buscar atletas com o mesmo empenho que fazem com os homens, podemos nos igualar as americanas, suecas, australianas, norueguesas e as francesas.

Já tentamos muitas vezes iniciar esse processo de transformação, todavia naufragamos com a falta de empenho de todos que não veem o mesmo glamour no que elas nos oferecem dentro de campo.

Na última competição mundial, foi muito importante para que as crenças fossem quebradas e deixadas de lado por muitos que torcem o nariz quando o assunto é o futebol feminino.

Estamos décadas atrás dos países que se aplicaram antes de nós, brasileiros. Mas o que é tão diferente do masculino para cair no gosto da massa? Na verdade, temos que pensar igual quando comentamos sobre outros esportes que fizeram o público vê-los com outra mentalidade, por exemplo, vôlei, basquete, natação, judô, tênis e automobilismo.

Nós brasileiros só pensamos em futebol e esquecemos das outras modalidades e, isso prejudica o desenvolvimento da multiplicação de praticantes e ao mesmo tempo, deixamos de produzir e empolgar os mais jovens, pois tudo se torna modismo por um tempo e ao longo dos anos, sem incentivo e não precisa ser financeiro, mas sim de apoio de divulgação na mídia, o esporte fica de lado e se perde nas lembranças.

O futebol feminino não pode ser visto apenas em Jogos Olímpicos ou competições internacionais, esta na hora de todos se mobilizarem em criarem mais interesse do torcedor e este investir um tempo para lotar estádios para que os patrocinadores vejam que vale a pena colocar a marca naquele projeto.

Voltando na chegada da treinadora estrangeira para comandar o futebol, traz a discussão de alguns anos, será que um estrangeiro pode, um dia, dirigir a seleção principal masculina?

E outra pergunta que fica para reflexão – Será que o Brasil não precisa ser reinventado para o futebol em geral, tanto para jogadores quanto treinadores?

Vamos abrir os olhos, pois não somos mais os soberanos no futebol!

Sidney Botelho – Instagram @sidneybotelho – Site: www.sidneybotelho.com.br